Esforço-me para não distrair-me com vaidades.
Eu quero muito enxergar as inúmeras cores que embelezam a vida e acariciam os olhos dos que amam. Quero ouvir as canções que atingem as camadas mais internas da existência. Cheirar, maravilhado, a suavidade das flores e me emocionar com seus detalhes multiformes. Desejo dialogar para muito além do cordial “oi” e descobrir a intenção medrosa escondida por trás dos dizeres de um mundo machucado e arredio.
Quero o beijo da poesia. O terno abraço da música. O cumprimento amigo da alegria. A sabedoria da tristeza. A esperança do sonho.
Li histórias que moldaram minhas vontades. Conheci gente de dignidade tão elevada que senti toda a emoção do planeta esticar minha alma e agigantar meus princípios.  
Pouco a pouco fui percebendo meu apetite por uma autobiografia relevante tomar meu espírito ainda muito medíocre.
Abri a bíblia sem nem imaginar que ao fazê-lo, ouviria a voz de Deus partilhando seu próprio coração comigo e convidando-me a trilhar um caminho de amor, amizade e perdão.  E caminhando esbarrei com todo tipo de pessoas. Dei a mão a algumas, a outras apenas meu aceno distante, mas em todas me vi, me ouvi e me encontrei. Afinal, éramos todos seres perdidos em busca de colo e afeto.
Não baseio minha identidade em qualquer suposta superioridade. Não sei mais do que ninguém, pois acomodamos no pensamento conhecimentos distintos, que unidos equilibram nossa jornada humana. Não sinto mais compaixão do que qualquer um que, ao encarar o rosto do sofrimento, lamenta sua própria incapacidade e oferece sua súplica e suor como socorro a quem precisa. Mas não quero enumerar estas coisas, basta dizer que, assim como o universo, sou o que sou pela graça de Jesus.
Aprecio estar com amigos. Tenho uma quedinha ainda maior por aqueles que, ao meu lado, viram a areia da ampulheta ser trocada mais de 100 vezes, são companheiros na estrada do tempo.
Os amigos me ajudam a avaliar a sinceridade da minha trajetória. Em suas reações escuto conselhos e pactos. Não os considero objetos que orbitam ao meu redor, mas realidades únicas, sopros encarnados, seres generosos e dádivas de Deus para todos os que com eles convivem.  Louvo a Deus por me dar a honra de, assim como Davi e Paulo, sentir que minha alma anda de mãos dadas, pois também encontrou Jônatas e Timóteo.
Neste domingo de manhã (27 de Junho), me reunirei com minha igreja e com alguns destes que descrevi acima.
Serão momentos leves. Instantes de comunhão despretensiosa. Rico como segredar anseios e dividir vitórias. E meu pedido é que o Espírito nos visite de tal forma a nos unir ao ponto de parecermos apenas UM. Será incrível!
Preste atenção! Valorize aqueles que realmente te amam. Não se preocupe com status, reconhecimento ou poder, os amigos só se importam com o amor.
Talvez você não possa organizar uma programação musical reunindo vozes, instrumentos e outras manifestações artísticas. Mas desafio você a fazer algo com seus manos e manas. Talvez se lembrar de gente que com você já chorou, riu, brincou, se irritou, pediu, doou, te deu o passe, fez o gol em você, copiou seu vestido, te presenteou com o sapato dos sonhos… Sei lá rs… Mas faça algo e dê continuidade a isso. Não perca a chance de, como diz o Barukão, dar flores em vida.

Para quem quiser estar com a gente neste domingo de manhã,

O endereço é – Rua Arlindo Colaço, 85 – São Miguel Paulista
Horário: 10:30 da manhã
A banda estará comigo e eu com eles. huhuhuh


Vai ser bom cantar com a Michele, com o Du, com o Marcelinho, com o Pablo, com o Felipe Magalhães e muitos outros que erguerão a voz em louvor ao único que jamais abandonou um amigo pelo caminho. Adoramos a Jesus Cristo.

Thiago Grulha

O que foi que eu fiz?

 Desconsiderei o aviso da alma aflita
Me fiz ausente enquanto seu discurso ecoava
Ignorei que a vida se esvai, pois de fato é finita
Minha arrogância me prendia, me enganava

A voz aconselhava-me a não perder a identidade
Desmascarava-me sem rodeios ou preocupações
Dizia-me triste o quanto, de mim, sentia saudade
Mas a ilusão a expulsava a ponta pés e empurrões

Tudo em mim havia mudado, eu era outro
O que me fazia sorrir, agora rudemente desprezo com o olhar
Como pude me tornar neste incrédulo, neste louco?
Como pude me esquecer que viver é amar?

Meu rosto não se encontra na foto que acabaram de tirar
Minha ausência na festa não foi notada pelos amigos
O que já foi leve, hoje mal consigo carregar
Estou cercado de medos, mentiras e perigos

Afinal, pelo que lutei a vida inteira?
Tudo o que eu queria não era ser feliz?
Mas meu mundo se tornou um amontoado de solidão e canseira
Por que não ouvi o Amor? O que foi que eu fiz?

Thiago Grulha

                                                                                                                                                                   

Nem sempre consigo, mas tenho tentado fazer da sinceridade a tinta de tudo o que escrevo.
Partilho histórias da infância, meu passo no cotidiano ou apenas sentimentos recém chegados a um coração emocionado.
Meus amigos já me ouviram sussurar estas palavras: -Como desejo ter uma alma de escritor.
Este desejo não diz respeito a editoras, páginas, capas ou enredos mirabolantes. Quem tem alma de escritor faz de um guardanapo um lugar sagrado pela preciosidade dos versos rabiscados nele.
Quero ver a poesia do acaso, do encontro inesperado, da palavra comum dita em um grito anônimo na cansativa fila do banco. A poesia escondida na folha jogada ao vento, num raio de sol, no olhar misterioso do bebê, na beleza da flor, na dureza do asfalto. Quero garimpar as profundas lições escritas nas profundas minas do instante, do momento, do agora.
Festejo com cada reação carinhosa diante do que compartilhei, pois derramo sonhos dentro de cada letra, que unida a outras, revelam o que acredito.
Meu twitter reúne minhas impressões dos mais variados temas da vida. Não porque eu tenha alguma competência plástica ou lógica, mas porque escrever me ajuda a respirar coragem dentro da caverna do medo.
Há pouco escrevi esta frase em meu microblog (twitter):“O riso lançado no rosto para esconder o choro impregnado na alma, fechará a única janela pela qual o consolo pode de fato entrar – a verdade” – Thiago Grulha

A lágrima é tão inimiga do riso, quanto a lagarta é da borboleta.
Há quem acredite que é preciso driblar o choro para chegar ao gol da alegria. Há quem pense que o sofrimento mora distante da felicidade, sendo que na verdade estão todos na mesma vizinhança, e por muitas vezes quem coloca a bola nos pés da festa é o passe certeiro da dor.
Não podemos ignorar nossas feridas para, esquecendo delas, curtir algum fugaz tempo de safisfação. Precisamos olhar para dentro da lágrima com os olhos da fé. Seremos surpreendidos ao descobrir a gargalhada cravada entre o pranto e a desilusão.
Quando enfrentamos nossos pesadelos, ao invés de ignorá-los, sentimos tamanha alegria ao vencê-los com o poder de Deus, que nossos saltos incontidos são como brincadeira de criança sonhadora.

Quem esconde sua solidão num riso fabricado pelo medo, perde a chance de ao mostrar sua dor, encontrar amigos, desvendar a face de um irmão em um rosto antes desconhecido.
Aceitar nossa fragilidade é o que nos torna realmente fortes.
Descubramos as restaurações, transformações, vitórias, canções, poemas e tantas outras belezas semeadas dentro do universo de uma lágrima sincera.

 

 

 

Despedida.

Vim conduzido pela tristeza.
Pensei em calar-me abraçado com o silêncio e na cumplicidade da solidão derramar minhas lágrimas, mas meu coração é quem escolhe onde quer se lamentar e foi aqui que decidiu encarar suas feridas.
Desde muito menino aprendi o gosto bom de fazer amigos. No “prézinho” fazia questão de dividir meu arsenal de lápis de cor e não recusava uma canetinha sequer a quem me pedia socorro.
Apreciava ter acesso as histórias dos que dividiam qualquer espaço comigo.
Minha mãe conta que mesmo eu não tendo ultrapassado os 4 anos de idade, já puxava assunto com os colegas de viagem enquanto era espremido em mais um ônibus lotado.  O resultado era sempre risos e comentários como: “que fofinho este menino”. (nao estou me gabando)
Louvo a Deus por esta Graça de ter recebido uma alma que sabe reconhecer a imensa riqueza de outra (claro, nem sempre).
Por ser assim, conheci muita gente. Pessoas dos mais variados times, estilos, gostos, manias e condutas morais. E meu olhos enxergavam em cada uma delas a beleza da humanidade. A incrível engenhosidade da coroa da criação.
Ainda hoje guardo esta pluralidade em mim. Mantenho os mais distintos vínculos.
É bem verdade que muito da intensidade que caracterizava meus relacionamentos diluiu-se nas agitadas águas das nossas correrias diárias, mas há inúmeras pessoas que acolho na memória e nos sentimentos.
Uma destas pessoas é um colega das antigas.
Lembro-me dele andando de cavalo pelas ruas esburacadas do bairro, ou rindo até não aguentar mais nas engraçadas partidas de futebol. Lembro dele estreiando seu novo corte de cabelo e sua tão cobiçada botinha da Kelf. Ele sempre foi um cara legal e desencanado.
No entanto, o tempo ditou seu ritmo acelerado e muita coisa mudou. Continuei enxergando nele o brilho da imagem do Criador, mas suas atitudes o levavam cada vez mais para uma vida arriscada. E ficamos a cada pôr do sol mais distantes.
Depois dele encarar muitas consequências das escolhas que fez, o reencontrei algumas vezes. 
A simpatia era a mesma e mantinha-se bem humorado, preservando, é claro, o seu jeito boa praça, sem deixar de ser pavio curto.
Dei-lhe um CD de presente. Abracei-o. Cumprimentava-o sempre com muita alegria por vê-lo e dizia-lhe enquanto me afastava: “- Tenho que lhe dar meu outro CD, espero que este você escute de verdade.”, frase que sempre terminava com uma risada contida e um olhar de despedida.
Meu irmão Thales conversava com mais frequencia com ele e muitos diálogos sobre Cristo se realizaram e traziam esperanças e sonhos. 
Ele dizia em alguns momentos ”será que tenho mesmo perdão? Será que Deus realmente me quer?”. Ao que o Thales não deixava de responder com palavras e gestos de verdadeira Graça e Misericórdia.
Sempre pensava nele e por muitas vezes orei para que Deus mudasse o rumo de sua história para que nenhuma colisão fatal ocorresse.
Mas há pouco tive a notícia de que ele morreu. As balas de um revólver qualquer fecharam a capa de mais um livro, deixando muitas páginas por ler.
Estou triste. Meu peito dói e a vontade de chorar se acampou na minha emoção.
Ainda ontem podia vê-lo cumprimentando a galera, brigando no trânsito e perguntando ao Thales “será que as coisas que fiz tem mesmo perdão?”.
Peço a Deus que o Espírito do consolo toque com graça a todos que sofrem ao ver nosso colega partir. Peço a Deus que ensine, aos que ficam, a preciosidade de existir e a missão de aprender o propósito de nossas vidas.
Peço a Jesus que marque-me com Seu amor sem limites. Que no abraço, palavras, canções e encontros, o espírito do evangelho me domine e manifeste-se em mim.
E digo a você com todo o temor que já experimentei em meu ser. Não deixe de brilhar. Seja a luz que acalma e orienta quem seguia cego e desamparado na escuridão. Acredite que acima de qualquer recompensa, nossa maior alegria nasce da certeza de que Deus escreveu nosso nome no livro da vida e tem nos usado para que muitos outros nomes sejam vizinhos dos nossos.
Consagre teus dons, habilidades, recursos e atitudes ao Senhor, para que cada movimento da nossa história seja testemunho do Amor de nosso Pai que está nos céus.

“Senhor, ensina-nos a contar nossos dias para que nosso coração encontre a sabedoria necessária para vivermos de forma a refletirmos Teu Caminho em nossos passos”.

Thiago Grulha 


Digam o que for. Escrevam. Divaguem e divulguem-se. Reúnam-se e estabeleçam a multilação de dogmas e tradições. Vomitem sinceridade ingênua ou convicções amargas. Satirizem o esforço alheio com este confiante deboche de quem discerne todos os mundos. Continuem nas suas batalhas sem tréguas.Mas eu. No alto da minha imbecilidade. Agarrado por dentro por uma idéia tida como irrelevante. Seguindo vozes roucas gritando direções neste labirinto natural. Tateando esperanças no blackout das minhas vergonhas. Eu, na intensidade da rebeldia adolescente, acredito no valor dos encontros.

Eu acredito na ação de Deus em nós enquanto nos amamos. Acredito que Ele explode esconderijos enquanto nos abraçamos. Acredito que Ele nos ajuda a nos enxergar melhor quando posicionamos nossos olhos compassivos na direção do outro. Acredito na sobrenaturalidade do coro de risos. Acredito na cura gerada enquanto partilhamos a dor de nossas feridas. Acredito, ah! e como acredito no enlevo do coração enquanto falamos, cantamos, conversamos, dizemos e gritamos salmos, hinos e cânticos espirituais.
Acredito na mira perfeita da Palavra que limpa tudo ao que verdadeiramente toca.
Acredito que sob a luz amorosa de Cristo, nosso encontro ganhará tons arrebatadores e viveremos o esplendor de estarmos diante daqueles que valeram e valem, por misericórdia, o sangue do Cordeiro.

Preciso renovar minha expectativa. É no encontro que nos descobrimos e nos refazemos.
Quero encontrar-me com ELE, comigo e com o outro, mesmo que tenha que me perder do universo para desvendar este misterioso caminho.

Parafraseando o evangelho -

“Sempre que houver um encontro sincero, verdadeiro, íntegro, pleno e voluntário, Cristo fará questão de se reunir com estes irmãos quebrantados para com eles desfrutar do que é agradável, perfeito e bom”.

Thiago Grulha

 

Aos poucos tive que aceitar a verdade sobre mim. Eu sou um saudosista crônico. Sou uma abelha sonhadora em busca do mel da saudade em todas as flores que encontro em meus vôos.
Alimento-me de lembranças. Aqueço-me em fogueiras que não resistiram ao sopro do tempo, mas que mesmo apagadas na existência, ardem constantemente neste meu coração que não respeita calendários e experimenta o ontem distante como se fosse o agora. Falando nisso, acabo de me imaginar brincando de Mega Drive com meus irmãos – “vai, passa de fase. Arrebenta com o Robotinic” rs Como é bom lembrar!
Penso em como eram as janelas de casa. Eram daquelas que se abria para fora. E como sinto saudade da poesia das janelas.
A janela se escancarava convidando a luz para um divertido encontro de amigos, ou a lua e as estrelas para conversarem sobre sonhos que moram no céu . Que bagunça saborosa acontecia ali. Era a minha casa de braços apertos para que o universo a visitasse. Era incrível!!
E no meio de tantas recordações emocionantes e preciosas, quero compartilhar com vocês o quintal da vó áurea.
Lembro-me de muitas histórias com minha vó.  Uma mulher que não pôde escolher entre o conforto e a luta.  Não pôde optar pela riqueza ou pobreza. Mas que escolheu servir ao Senhor e viver uma vida incrível. Uma caminhada de superação, suor e milagres.
Não foi alfebetizada, mas pelo contato constante com a bíblia aprendeu a ler. E como ela amava ler as escrituras. Uma  de suas passagens preferidas era Isaias 60.
Eu amava ir a casa dela (que ficava no fundo da nossa) para bater papo, ouvir estórias e claro, comer feijão com farinha! humm era muito bom! rs
Antes dela falecer de câncer, eu a visitei algumas vezes no hospital. Foi uma fase muito difícil pra mim e muitos amigos me ajudaram a encará-la. Entre eles, o Lucas e a Aline. 
Em uma destas visitas, lemos Isaias 60 juntos (ela na verdade recitou de cor) e cantamos hinos do cantor cristão. Jesus estava bem ali, entre um neto com medo e uma vó cheia de fé. Chorei.
No entanto as lembranças mais amigas do meu pensamento, não são as que levam quadros de dor nas mãos. As lembranças que me visitam com mais frequência carregam pitangas, amoras e bananas.
São lembranças que me trazem o cheiro das plantas, o som das risadas, o calor do abraço, a riqueza do olhar, a eternidade da fé, a sinceridade das palavras e a força do amor.
Aquele quintal era um templo ao Senhor. Entre aquelas pequenas árvores, eu testemunhava Deus se revelando na pele frágil dos braços daquela que me carregou no colo como se eu fosse o mais importante menino do planeta.
Tenho saudades. O quintal não existe mais. Quase todas as árvores morreram. Por falta de quem cuidasse delas, as plantas perderam a briga contra o concreto. Não ouço mais aquela voz marcada pelo tempo me chamar para ver que as bananas ja estão ficando maduras. E aí, como estou fazendo agora, eu choro.
No entanto é um choro grato. Grato pelas pitangas e amoras que encontrei no quintal da minha avó áurea.
É incrível como um lugar tão simples tenha influenciado tanto a minha vida. É maravilhoso que uma mulher que não tenha seu nome assinado em calçadas da fama, em tablóides badalados ou livros famosos, possa ter sido tão essencial na construção do que sou. Sempre penso nela e no bem que ela me fez.
Acredite. Se você amar intensamente. Se cuidar daqueles que Deus te concedeu. Se oferecer o seu melhor aos que estão contigo. Se abrir mão de si mesmo e deixar Cristo viver em ti. Qualquer lugar poderá ser um quintal inesquecível. E todos os seus gestos e palavras poderão vencer o amargo das brigas, mentiras e invejas, por meio das pitangas e amoras que estão plantadas dentro do teu coração!

Aprenda com a minha avó áurea. Viva tão intensamente em favor do seus, que o lugar em que está agora se tornará um quintal inesquecível e a sua vida poderá ser um gosto bom na memória das pessoas! Só se marca a vida de alguém, deixando que a vida faça marcas em nós.

Espero que este texto te leve a abraçar tua família de um jeito diferente.

Thiago Grulha

Transformando mãos em pedras…

Não estava indisposto nem amuado. Não sentia dores de cabeça e meus pensamentos cochilavam em uma cabeça tranqüila e despreocupada. Entretanto escolhi passar grande parte do primeiro dia de 2010 em meu quarto.
Li um pouco, mas logo fui abraçado pelo lençol e preso ao conforto de minha cama.
Já eram mais de 19 horas quando, ao telefone, ouvi a voz apaixonada perguntando-me se realmente não iríamos nos ver para que nossos olhos brindassem a alegria de entrarmos em um novo ano com um mesmo compromisso ardendo em nosso coração e mantendo nossas mãos unidas.
A verdade é que chovia muito e, como os que me visitam com mais freqüência aqui no blog já sabem, eu não tenho carro. E como iríamos nos ver no sábado, caso o tempo não mudasse, não nos veríamos hoje.
No entanto, reconsiderei e depois de me levantar rapidamente, tomar um banho e trocar de roupas, dei início à jornada.
 Ali, sozinho e molhado, com o guarda-chuva florido da mamãe, eu aguardava o bote motorizado.
Meu corpo estremeceu e meu rosto ganhou um vibrante sorriso, era o transporte público chegando. Que alegria arrebatadora eu senti. Em breve eu estaria quentinho e protegido da chuva em direção a casa da gatinha.
Fui até a beirada da guia da calçada e acenei com o braço avisando ao estimado motorista que faria uso daquele grande veículo que ele tão bem conduzia.
Quis avisá-lo que ele teria a honra de levar um apaixonado até a razão de sua paixão. Que ele faria com que meu corpo, agora distante, pudesse dar um abraço naquela que me esperava com carinho e saudades. Mas me contive e apenas acenei.
Para minha surpresa o ônibus não parou. Será que minhas mãos não estavam no ângulo certo? Será que deveria ter acenado no movimento anti-horário? Será que ele não gostava de mim por causa do meu time ou do estilo do meu cabelo?
Não sei, só que ele não parou.
Minha reação foi hilária.
Senti muita raiva. E lancei minha mão no ônibus.
Calma, não fiz nenhum gesto obsceno. Mas olhei com uma certa indignação para aquele monte de ferro e vi minha mão se erguendo e se movimentando na direção do pára-brisa. 
Havia apenas vazio entre os meus dedos, mas mesmo assim estendi minhas mãos com a força dos rejeitados.
E tudo isto me fez pensar. E o pensamento me fez rir de mim mesmo.
Enquanto eu estava dentro de casa. Confortavelmente acolhido. Aquecido e respeitado. No controle do meu ir e vir. Na segurança do que me é familiar. Meu coração estava tranqüilo. Minhas idéias para este novo ano eram encantadoras e puras. Meu canto, agradecido. E a minha vontade de fazer diferença no mundo, era enorme.
Mas bastou atravessar a porta e colocar os pés na realidade da vida. Com suas incoerências e injustiças. Suas dores e confusões. Suas incertezas e maldades. Suas pressões e egoísmos. Que ao invés de oferecer graça, amor e misericórdia, quis que minhas mãos fossem pedras, para que eu pudesse demonstrar o meu poder de prejudicar os que me prejudicam.
Em segundos o monge se tornou líder de gangue.
Naquele momento quis ter poder para fazer alguma coisa. Para não deixar que meu sofrimento (que drama! rs) ficasse anônimo. Queria ter poder para agir e mostrar para todo mundo que ninguém me deixa para trás e isso fica barato.
Enquanto movia minhas mãos no ar deixava claro para o céu inteiro que gostaria de transformar minhas mãos em pedras.
Obviamente não jogaria nenhum objeto naquele ônibus. Havia pedras no chão e nem por isso me abaixei para usá-las como arma de ataque. Estou apenas filosofando.
O que estou dizendo é que se tivéssemos poder de transformar as mãos em pedras, já teríamos quebrado muitos lugares que nossas mãos não podiam alcançar.
Refleti que há instantes em que queremos (ou eu quero) transformar Deus em uma pedra. Queremos que Ele vá até onde não podemos ir e acabe com aqueles com quem não podemos acabar. Que ele traga dor ao coração daqueles que nos trouxeram dor. Que Ele tire as coisas que nós não conseguimos tirar daqueles que achamos que não merecem ter.
O evangelho precisa me transformar. Precisa mudar a íris de meus olhos e o rumo das minhas emoções e idéias. O evangelho precisa me ensinar a como reagir com esperança e gratidão diante das muitas facetas da existência.
Enquanto o Deus que criamos em nossa mente for apenas uma extensão de nós Ele não passará de uma pedra quebrando a janela de tudo aquilo que ignorou nosso gesto e nos deixou para trás.
Deus é santo e não ambicioso e materialista. Deus é bom e não vingativo e iracundo. Deus é generoso e não avarento e egoísta. Deus é justo e não parcial e interesseiro. Deus é pacífico e não violento e rixoso. Deus é paciente e não opressor e insensível. Deus é o “Eu sou” e não um ser sem auto-estima e vulnerável a qualquer oposição ou crítica.
Deus jamais poderá ser nossa extensão porque as coisas que gostaríamos que ELE fizesse, porque não conseguimos realizá-las, são coisas que para nós são importantes e urgentes, mas não passam de inutilidades e vaidades.
Muito mais do que poder, nós precisamos viver o amor.
Quando decidimos ser pessoas amáveis, a vida não é obrigada a fazer com que isso seja fácil para nós. A nossa decisão de amar não impedirá que o mundo continue um caos. Mas se buscarmos honrar esta decisão, talvez, antes de dormir, ao invés de pedir que Deus transforme tuas mãos em pedra, você pedirá que ELE transforme tuas tristezas, feridas, iras e mágoas em orações. E ao invés de ferir quem te feriu, você irá interceder por ele e perceberá que esta será tua própria cura.
Gostaria de continuar escrevendo, mas vou ali orar por um motorista de ônibus da linha Metrô Penha.

Aos que leram até o fim, deixo meu obrigado sincero. Obrigado por me incentivarem a continuar esta linda viagem que é escrever.

Thiago Grulha

Claudinho e Bochecha…

Dificilmente escrevo dois “posts” em um período curto.
Isto não se dá por falta de tempo, tema ou interesse. Muito menos por alguma estratégia de manutenção deste espaço. A razão é muito mais simples.
Eu não escrevo como quem lança baldes para o coração de um profundo poço e de lá retira o alívio para sede. Não, pensando bem, há sim momentos em que esta imagem define minha experiência com a criação de um texto, mas normalmente não é assim.
Escrevo por não ter escolha. É um “transbordamento”.
Sou tomado por alguma imagem, palavra, som, história ou qualquer outra beleza da vida. E então meu espírito é visitado de tal forma pela erupção dos sentimentos que tudo o que sou entra em um estado de enlevo e já não consigo manter isso dentro de mim.
Esta experiência arrebatadora não é familiar, comum ou corriqueira. São como assombros inexplicáveis. São mistérios. Não os conheço pelo nome, logo não posso convocá-los ou convidá-los, eles apenas surgem e abraçam-me.
Eles gostam de me fazer esperar. Entre um encontro e outro a ponte que os liga é feita de tempo vagaroso.
Entretanto, hoje ouvi mãos sagradas batarem na porta. Aqueles passos alegres foram percebidos por meus ouvidos supresos e gratos. O mistério voltou e tocou-me.
Não, eu não estava ouvindo um sermão do pastor Éd Rene. Também não foi enquanto lia páginas de um livro espetacular. Melhor pararem de arriscar palpites, pois não acertarão.
Sentado no sofá laranja da sala aqui de casa, assisti o documentário sobre o Claudinho e Bochecha. Sim, isso mesmo! Foi assim que o mistério me visitou.
Recordei minha adolescência.
Como será que eu conseguia caminhar com aquelas calças tão largas? E eu realmente achava que camisetas gigantes ficavam bem em mim? Que saudade destas loucuras rs
Foi a época em que mais ouvi música. Durmia com o radinho ligado e gravava os programas de rádio em fitas para poder escutar novamente os hits que mexiam comigo.
Era um tempo em que sonhos explodiam como fogos em minha alma. Não havia perigos que me impedissem de tentar mais uma vez.
E a timidez?
Me lembro de uma vez em que arrumei um óculos de sol que logo passou a fazer parte do meu figurino “moderno” rs. Tomei um banho demorado. Passei loção pós barba, mesmo sem ter feito a barba, porque eu não tinha barba rs. Espirrei litros do perfume Biografia do meu pai no pescoço e debaixo do braço (ardeu rs). E segui meu caminho em direção ao palco das minhas maiores emoções – a escola Armando Cridey Righetti.
Estava preparado para conquistar. Imaginava o que aconteceria em todos os lugares por onde eu passasse.
As garotas parariam de conversar e, com os olhos reluzentes, comentariam sobre o garoto moreninho da rua da bicicletaria. As turminhas se desfariam apenas para me cumprimentar. Os maiorais iriam me chamar para fazer parte do time principal da escola e eu iria escolher o número da minha camiseta. Eu quase podia ouvir a arquibancada gritando – “Thiaquinho! Thiaguinho! Thiaguinho!”
Mas quando dobrei a esquina o medo me fez tirar os óculos e apenas aceitar que eu era somente um aluno da quinta série, se achando adulto porque agora estudaria das 15:00 ás 19:00 horas, ou seja, no mesmo horário das sextas, sétimas e oitavas e que tinha muito receio de não fazer novos amigos e de deixar meu caminho ser uma linha tão fina que o mais suave sopro da vida apagasse minha desengonçada trilha.
Quanta coisa marcante coube na minha adolescência!
Em um dos muitos festivais escolares, eu e meu amigo césinha nos tornamos a dupla Claudinho e Bochecha. Eu era o Bochecha rs
Coloquei boininha, ensaiei os passos e treinei bem a dancinha engraçada rs O som rolava e a gente fazia de conta que o mundo tinha parado para nos ver. Como a gente queria ser notado, querido e aplaudido.
E quando penso na morte do claudinho, penso um pouco na minha morte.
Não a morte definitiva. Não aquela que me impedirá de contar mais uma piada sem graça ou de trancar novamente minha mãe no quarto e só jogar a chave pela janela depois dela rir e pedir muito para sair de lá.
Mas a morte das fases.
Já não sou mais adolescente. Este tempo escorreu pelos meus dedos e não sobrou nenhum pouquinho desta areia cheia de força. E olha que cheguei a procurar até nos cantinhos das unhas.
Já não sinto as mesmas inseguranças enquanto refaço o caminho de minha casa até a escola. Já não há mais as conversas sem pé nem cabeça no portão azul da entrada do colégio. Já não tinjo o cabelo de azul e não tenho mais vontade de usar um brinco de pressão rs. Já não lavo o rosto com pressa para pegar a bola da penalti debaixo da cama do meu irmão para ficar chutando-a no portão. E não pergunto mais para a coordenadora Cecília – “quando vai ter outra excursão para o Sesc itaquera? rsrs”
Mas quando escuto Claudinho e Bochecha sinto o passado despertar e bocejar alto no meu ouvido.
Algo muito forte me arremessa para tão alto e tão longe que sobrevôo minha própria história e lá de cima consigo me ver abrindo o portão de casa, com mais sonhos no coração do que pelos no rosto, segurando minha bolsa nova nas mãos e com os óculos escuros escondendo meus olhos medrosos.
Sei que muitas das canções destes funkeiros divertidos não são profundas, poéticas ou sagradas. Algumas até destoam do que cremos e queremos viver. Mas a verdade é que o mistério tocou-me. Despertou minha vontade de rir com aquela leveza de moleque.
Eu chorei de emoção e orei a Deus.
Vivamos uma vida de amor. “só love, só love.”…

Sei que escrevi muito, mas agradeço aos que leram até o final, ou até mesmo aos que resistiram até o meio do caminho. Obrigado!

Thiago Grulha

Te amo JESUS!!

Troquei o canal

Troquei o canal…

Não é sempre que caminho assim.
Raramente abro trilhas no silêncio sem ter os olhos atentos a um mapa. Firmo os pés no chão e ainda nos primeiros passos sei exatamente onde quero chegar, mesmo que não possa, atencipadamente, conhecer todo o percurso a realizar.
Mas enquanto escuto o televisor ainda ligado na sala, sinto-me convidado aventurar-me por vielas, ruas, estradas e rumos que desconheço. Tenho vontade de virar a esquina e aumentar o ritmo da caminhada acreditando que o objetivo não é chegar a algum lugar, mas compartilhar o medo de me perder no meio da multidão que se esbarra. 
Receio não ter a ginga certa, sabe?  Temo que descubram que não tenho o jeitão descolado de movimentar as pernas. A verdade é que não tenho um andar confiante.
Eu sei que este texto está meio confuso, me perdoe por isso.
Não há como ser diferente, mas prometo que tentarei me fazer entender.
Quando falo de caminhar sem destino, não estou falando de viver uma vida sem propósito. Não se trata de um pensamento tão macro.
Estou filosofando sobre a arte de escrever.
Quase sempre tenho uma experiência que desejo passar. Um caminho para apontar. Mesmo que não sejam inovadores ou profundos, eles estão sempre presentes.
Porém agora é diferente.
Quero apenas contar uma particularidade, sem saber dizer se há ou não algum ensino por trás disso.
Amo contar histórias. Minha cunhada costuma se divertir durante as minhas pregações porque sabe que algum segredo de família será revelado. Um tombo engraçado, uma mania, uma conversa, um sonho infantil, não importa, há sempre um sorriso escondido no passado feliz.
Mas normalmente conto histórias transformando-as em parábolas. Partilho histórias com a intenção de semear reflexões dirigidas. Entretanto, hoje é diferente.
Há pouco estava assistindo um filme. Absorto. Envolvido. Empolgado.
O enredo intrigante. Os diálogos inteligentes. As cenas emocionantes. O drama revelador. Tudo muito bom.
Mas quando as coisas começaram a ficar mais difíceis. Quando um dos mocinhos da história começa a ser injustiçado. Quando os planos bem elaborados deram errado, eu troquei de canal.
O filme acontecendo e meus olhos saltaram para um outro mundo vivo na tela.
Poderia ser qualquer coisa. Um anúncio. Um telejornal, ou até mesmo o Castelo Ratimbum (eu amava rs). Apenas não queria continuar angustiado. Queria interromper o fluxo de imagens que frustravam meu mundo cor de rosa (ou mundo azulzinho rs).
E no momento em que fiz isto fui invadido por muitas lembranças. Recordei diversas vezes em que fiz a mesma coisa. Simplesmente troquei de canal.
Não encarei a cena. Fechei os olhos ao caminhar trôpego do cansado. Não por desejar ignorar seu sofrimento, mas por não suportar compartilhá-lo com ele. Que vergonhoso reconhecer isso.
Sempre foi mais fácil trocar de canal, pois, depois de um tempo, era só apertar o controle novamente para voltar ao filme.
Tudo foi esclarescido. Havia um propósito para dor, para lágrima.
O vazio, deixado pelo filho que se foi, não está preenchido, mas as noites não são tão negras e uma música de esperança rega a vida com novos sonhos.
Troquei de canal quando o tímido era humilhado no corredor da universidade. Quando o esquisito foi maltratado pelo jogador principal do time de futebol americano. Quando a líder de torcida se preparava para derramar ponche na roupa da nerd que mudou o modelito e está tendo sua noite mais encantada, no baile de formatura. E o mais engraçado é que quando retornava ao canal, tudo estava resolvido e bem ajustado.
Não sei como isso pode ser aplicado para vida, sei apenas que, por muitas veze, troquei de canal.
No entanto, hoje consegui resistir.
Voltei atrás e assisti o filme por inteiro.
Entendi melhor as reconciliações, pois suportei assistir as rupturas. Festejei com mais intensidade o reencontro, pois testemunhei a dor lacinante da despedida forçada.
As vezes ajo assim na vida. Ao ver situações complexas e tensas busco trocar de canal. Evitar os confrontos necessários.
Quero aprender que não posso fugir da realidade da vida. Não posso esconder meu coração das tristezas, constrangimentos, desilusões, ou, de qualquer outro desencanto da existência. Tenho é que depositar minha confiança em Deus. Deixar com que ELE cuide de cada detalhe de minha jornada.
Só assim ELE poderá transformar pranto em dança.
Quem não aceita o pranto, jamais aprenderá a dançar com Deus.
Quem troca o canal perde as mais profundas lições da vida.

Espero que mesmo sem ter chegado a algum lugar, você tenha apreciado me acompanhar nesta caminhada.
Obrigado por ler o que sinto!

Thiago Grulha

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O Brasil é divido em 26 estados e um distrito federal, ou seja, 27 unidades federativas.
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Confesso que esta informação não estava fresca em minha memória. talvez, se eu vasculhasse bem nas prateleiras espalhadas pelos corredores dos meus pensamentos, eu encontraria este dado devidamente arquivado em mim, mas preferi recorrer à uma outra fonte de pesquisa.
pude relembrar as aulas de geografia e reorganizar meus conhecimentos sobre a divisão político-administrativa do país sede das olimpíadas de 2016.
O Brasil é divido em 26 estados e um distrito federal, ou seja, 27 unidades federativas.
até algumas horas atrás não havia semelhanças entre mim e esta informação registrada acima, porém, agora há.
Deus deu-me a imensa alegria de completar 27 anos.
Assim como o território nacional, o meu tempo de vida está dividido em 27 unidades celebrativas.
cada aniversário foi um presente entregue diretamente pelas mãos do “Eu Sou”.
obviamente não recordo de todos os trechos da jornada, principalmente os trilhados sem passos constantes, pois meu lugar era um colo carinhoso, fonte de afeto. Mas quando converso com as lembranças, sou ferozmente atacado por uma impetuosa manada de sensações felizes.
Agradeço a Deus por minha família. Meus pais e irmão são para minha alma o que o céu é para o pássaro – eles são meu lugar seguro para voar. E a gata de botas? A gata de botas tem sido minha surpresa querida. O inesperado que encanta. A batalhadora que me inspira. Temos aprendido juntos.
 Por cada amigo que conheci e pelo que aprendi com eles – louvo ao Senhor. 
Agradeço a Deus por cada educador que se ocupou em me ensinar e por todos os colegas com quem já dividi dúvidas e respostas. Apreensões e conquistas. E claro, amizade.
Louvo a Deus por minha relação próxima com a igreja… quanta coisa aprendida enquanto ouvia professores da escola bíblica dominical, escutava canções, assistia aos batismos, espiava ensaios, encenava peças, cantava hinos, gargalhava em acampamentos, memorizava versículos para os concursos, tomava ceia, lia a bíblia e fazia tantas outras coisas incríveis… (Vale comentar que graças a Deus muitas delas ainda faço rs)
Grande parte do que sei, sou e transmito aos outros, aprendi andando sob o cuidado de uma comunidade que ama a Deus e o serve em amor…
louvo também ao Senhor por cada momento triste… cada dor sentida… cada perda… cada decepção… pois todo o pranto faz parte do caminho que percorremos para chegar até a dança….
E minha maior gratidão é derramada diante de Jesus… Seu amor por mim… Sua palavra carinhosa e perfeita… Sua graça acolhedora… Seu perdão inesgotável… Sua paciência salvadora… Sua misericórdia incandescente… Seu toque amigo… Sua Vida em meu espírito… amo a Jesus…que minha paixão por viver cresça em proporções gigantescas… que meu coração aprenda a dar valor ao que realmente importa e que meus dias possam sempre ter um sol que brilhe propósitos e significados em cada um de seus raios… que eu desfrute da liberdade de ser o que ninguém mais no mundo inteiro poderia ser… com a graça de Deus, eu serei eu mesmo… (esta frase é de algum pensador cristão existencialista, mas não sei o nome rs)

 

 

e aos que sempre, ou, de vez em quando, visitam meu site – obrigado por abraçarem-me com os olhos…
 
 
 
Thiago Grulha
 
 
 

 

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