Digam o que for. Escrevam. Divaguem e divulguem-se. Reúnam-se e estabeleçam a multilação de dogmas e tradições. Vomitem sinceridade ingênua ou convicções amargas. Satirizem o esforço alheio com este confiante deboche de quem discerne todos os mundos. Continuem nas suas batalhas sem tréguas.Mas eu. No alto da minha imbecilidade. Agarrado por dentro por uma idéia tida como irrelevante. Seguindo vozes roucas gritando direções neste labirinto natural. Tateando esperanças no blackout das minhas vergonhas. Eu, na intensidade da rebeldia adolescente, acredito no valor dos encontros.

Eu acredito na ação de Deus em nós enquanto nos amamos. Acredito que Ele explode esconderijos enquanto nos abraçamos. Acredito que Ele nos ajuda a nos enxergar melhor quando posicionamos nossos olhos compassivos na direção do outro. Acredito na sobrenaturalidade do coro de risos. Acredito na cura gerada enquanto partilhamos a dor de nossas feridas. Acredito, ah! e como acredito no enlevo do coração enquanto falamos, cantamos, conversamos, dizemos e gritamos salmos, hinos e cânticos espirituais.
Acredito na mira perfeita da Palavra que limpa tudo ao que verdadeiramente toca.
Acredito que sob a luz amorosa de Cristo, nosso encontro ganhará tons arrebatadores e viveremos o esplendor de estarmos diante daqueles que valeram e valem, por misericórdia, o sangue do Cordeiro.

Preciso renovar minha expectativa. É no encontro que nos descobrimos e nos refazemos.
Quero encontrar-me com ELE, comigo e com o outro, mesmo que tenha que me perder do universo para desvendar este misterioso caminho.

Parafraseando o evangelho -

“Sempre que houver um encontro sincero, verdadeiro, íntegro, pleno e voluntário, Cristo fará questão de se reunir com estes irmãos quebrantados para com eles desfrutar do que é agradável, perfeito e bom”.

Thiago Grulha